Riscos químicos no ambiente de trabalho

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Riscos químicos no ambiente de trabalho

As atividades laborais podem oferecer riscos à saúde ou à vida dos trabalhadores. Elas são consideradas insalubres ou periculosas quando expõem os colaboradores a riscos químicos, físicos, ergonômicos, biológicos e de acidentes acima dos limites de tolerância considerados seguros para sua integridade.

Sempre que for identificada uma atividade de risco dentro das empresas, é responsabilidade do empregador a caracterização ou a descaracterização da periculosidade ou insalubridade. O laudo deve ser elaborado por engenheiro de segurança do trabalho, conforme exigência do artigo 195 da CLT, que irá analisar o ambiente e adotar medidas preventivas de acordo com o risco.

Risco químico é a probabilidade da exposição ocupacional a agentes químicos. De acordo com a NR 9, agentes químicos são “(…) as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo, pela pele ou por ingestão.”

Os agentes químicos podem ser encontrados no ambiente de trabalho nos estados gasosos, líquidos ou sólidos. Eles podem contaminar o trabalhador através do contato com a pele ou mucosa, da aspiração de gases e partículas, da ingestão de alimentos contaminados devido ao manuseio de produtos químicos, entre outros. Dependendo da gravidade do agente, pode causar ao indivíduo incômodos, irritações, doenças pulmonares, problemas de saúde e até mesmo morte.

Os principais efeitos causados pelas substâncias químicas são:

Efeitos irritantes: Causados por ácido clorídrico, ácido sulfúrico, amônia, soda cáustica, cloro etc. Provocam irritação das vias aéreas superiores.

Efeitos asfixiantes: Causados por gases como hidrogênio, nitrogênio, hélio, metano, acetileno, dióxido de carbono, monóxido de carbono etc. Provocam dor de cabeça, náuseas, sonolência, convulsões, coma e até a morte.

Efeitos anestésicos: Causados pela maioria dos solventes orgânicos como butano, propano, aldeídos, acetona, cloreto de carbono, benzeno, xileno, álcoois, tolueno. Provocam danos aos diversos órgãos.

Poeiras minerais: Originam-se de diversos minerais, como sílica, asbesto, carvão mineral etc. Provocam silicose (quartzo), asbestose (asbesto) e pneumoconioses.

Poeiras vegetais: Produzidas pelo tratamento industrial, como, por exemplo, de bagaço de cana-de-açúcar e de algodão. Causam bagaçose e bissinose, respectivamente.

Poeiras alcalinas: Originam-se especialmente do calcário. Causam doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como enfisema pulmonar.

Fumos metálicos: Provenientes do uso industrial de metais, como chumbo, manganês, ferro, etc. Causam doenças pulmonares obstrutivas crônicas, febre de fumos metálicos e intoxicações específicas (de acordo com o metal).

Algumas medidas simples são capazes de preservar a saúde do trabalhador e evitar problemas decorrentes dos riscos químicos, como água tratada, controle da qualidade do ar e ruídos, ventilação correta, uso de equipamentos de proteção, imunização dos profissionais, treinamentos frequentes e medidas de prevenção de acidentes.

A Conenseg, através de engenheiros especializados em segurança do trabalho e equipamentos como luxímetro, anemômetro, termômetro de Globo e dosímetro, oferece o serviço de coleta e análise de amostras e elaboração de laudos como PPRA, LTCAT, Laudo de Periculosidade e Laudo de Insalubridade.

Entre em contato para saber mais: contato@conenseg.com.br / (12) 98135 3345 / (12) 99141 9698 / (12) 98225 7545

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