Arquivo anual 2019

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Riscos químicos no ambiente de trabalho

As atividades laborais podem oferecer riscos à saúde ou à vida dos trabalhadores. Elas são consideradas insalubres ou periculosas quando expõem os colaboradores a riscos químicos, físicos, ergonômicos, biológicos e de acidentes acima dos limites de tolerância considerados seguros para sua integridade.

Sempre que for identificada uma atividade de risco dentro das empresas, é responsabilidade do empregador a caracterização ou a descaracterização da periculosidade ou insalubridade. O laudo deve ser elaborado por engenheiro de segurança do trabalho, conforme exigência do artigo 195 da CLT, que irá analisar o ambiente e adotar medidas preventivas de acordo com o risco.

Risco químico é a probabilidade da exposição ocupacional a agentes químicos. De acordo com a NR 9, agentes químicos são “(…) as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo, pela pele ou por ingestão.”

Os agentes químicos podem ser encontrados no ambiente de trabalho nos estados gasosos, líquidos ou sólidos. Eles podem contaminar o trabalhador através do contato com a pele ou mucosa, da aspiração de gases e partículas, da ingestão de alimentos contaminados devido ao manuseio de produtos químicos, entre outros. Dependendo da gravidade do agente, pode causar ao indivíduo incômodos, irritações, doenças pulmonares, problemas de saúde e até mesmo morte.

Os principais efeitos causados pelas substâncias químicas são:

Efeitos irritantes: Causados por ácido clorídrico, ácido sulfúrico, amônia, soda cáustica, cloro etc. Provocam irritação das vias aéreas superiores.

Efeitos asfixiantes: Causados por gases como hidrogênio, nitrogênio, hélio, metano, acetileno, dióxido de carbono, monóxido de carbono etc. Provocam dor de cabeça, náuseas, sonolência, convulsões, coma e até a morte.

Efeitos anestésicos: Causados pela maioria dos solventes orgânicos como butano, propano, aldeídos, acetona, cloreto de carbono, benzeno, xileno, álcoois, tolueno. Provocam danos aos diversos órgãos.

Poeiras minerais: Originam-se de diversos minerais, como sílica, asbesto, carvão mineral etc. Provocam silicose (quartzo), asbestose (asbesto) e pneumoconioses.

Poeiras vegetais: Produzidas pelo tratamento industrial, como, por exemplo, de bagaço de cana-de-açúcar e de algodão. Causam bagaçose e bissinose, respectivamente.

Poeiras alcalinas: Originam-se especialmente do calcário. Causam doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como enfisema pulmonar.

Fumos metálicos: Provenientes do uso industrial de metais, como chumbo, manganês, ferro, etc. Causam doenças pulmonares obstrutivas crônicas, febre de fumos metálicos e intoxicações específicas (de acordo com o metal).

Algumas medidas simples são capazes de preservar a saúde do trabalhador e evitar problemas decorrentes dos riscos químicos, como água tratada, controle da qualidade do ar e ruídos, ventilação correta, uso de equipamentos de proteção, imunização dos profissionais, treinamentos frequentes e medidas de prevenção de acidentes.

A Conenseg, através de engenheiros especializados em segurança do trabalho e equipamentos como luxímetro, anemômetro, termômetro de Globo e dosímetro, oferece o serviço de coleta e análise de amostras e elaboração de laudos como PPRA, LTCAT, Laudo de Periculosidade e Laudo de Insalubridade.

Entre em contato para saber mais: contato@conenseg.com.br / (12) 98135 3345 / (12) 99141 9698 / (12) 98225 7545

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Conheça 7 ferramentas básicas da qualidade (que você pode aplicar no seu negócio)

As 7 ferramentas básicas da qualidade são um conjunto de metodologias e técnicas que tem como objetivo melhorar os processos das empresas. Elas são utilizadas para mensurar, analisar e propor soluções para os problemas que interferem no desempenho e resultado dos negócios. São ferramentas simples de aplicar e que realmente contribuem na elaboração de soluções baseadas em fatos e dados.

1) Diagrama de Pareto: Ferramenta gráfica que auxilia na identificação dos principais problemas e a relação causa e consequência que afetam os processos de uma organização. Basicamente, o Diagrama de Pareto foi criado para explicar que 80% das consequências são decorrentes de 20% das causas.

 2Diagrama Ishikawa: Também conhecido como Espinha de Peixe devido ao seu formato, essa ferramenta é útil para identificar e estudar as possíveis causas ou causas-raízes de um problema e seus efeitos, levantando todas as possíveis variáveis que possam ter contribuído para o problema.

3) Fluxograma: Auxilia na descrição dos passos e etapas sequenciais de um processo através de símbolos geométricos que representam os diferentes tipos de operações. O fluxograma pode indicar o início e fim do processo, suas atividades, os pontos de decisão, os documentos necessários e o fluxo contínuo de uma informação.


4) Histograma: Tem como objetivo mostrar a distribuição de frequências de dados obtidos por medições periódicas, criando assim um panorama dos padrões que mais se repetiram em um determinado período de tempo. É representado por um gráfico de barras e funciona perfeitamente para variáveis quantitativas que exigem algum tipo de medição, como peso, largura, comprimento, temperatura, volume e tempo.

 5) Diagrama de Dispersão: Identifica a correlação entre variáveis e é excelente para mostrar se uma relação de causa e efeito faz sentido. O gráfico é representado pelas variáveis, tendo sempre uma em função da outra. Existem 3 tipos de correlações: Positiva, quando duas variáveis aumentam na mesma direção; Negativa, que ocorre quando duas variáveis são correlacionadas, porém o aumento de uma representa o decréscimo de outra; Nula, quando, ao correlacionar duas variáveis, se descobre que não existe nem uma tendência positiva ou negativa, mostrando que não existe correlação.

 

 

 

 

 

 

 

6) Folhas de Verificação: Semelhante ao checklist, é uma lista de itens preestabelecidos que serão marcados a partir do momento que forem realizados ou avaliados. É usada para certificar que os passos foram cumpridos.

7) Carta de Controle ou Controle Estatístico de Processo (CEP): Utilizado para acompanhamento de processo, determinando a faixa de tolerância limitada pela linha superior (limite superior de controle) e uma linha inferior (limite inferior de controle) e uma linha média do processo (limite central), estatisticamente determinadas. Ótima opção para identificar desvios ou alterações não esperadas que podem ocorrer em determinada etapa de um processo.

 

 

 

 

 

Agora que você já conhece algumas ferramentas capazes de auxiliar o seu negócio, que tal aplica-las?

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